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Proteção Solar

Você está usando protetor solar neste instante?

Quem passa mais de 20 minutos diários ao ar livre não pode dispensar um bom filtro solar ou vai correr sério risco de ter um câncer de pele.

Ele é tão importante quanto escovar os dentes. O sol do dia-a-dia age sorrateiramente, deixando estragos irrecuperáveis. Daí a recomendação acima, assinada pela Academia Americana de Dermatologia. A maioria das pessoas não passa filtro solar todo dia.

Ninguém discute que abusar do sol na praia pode fazer estragos à saúde. Mas o que dizer daqueles raios que atingem a pele enquanto a gente dirige para o trabalho, almoça ao ar livre ou vai caminhando até a padaria?

Os especialistas não se cansam de repetir que a proteção diária é indispensável para evitar os danos nesses momentos em que as radiações agem sem que a pessoa se dê conta. O efeito delas é cumulativo: o prejuízo acontece em doses homeopáticas e não há volta.

Mesmo com as campanhas, parece que os brasileiros ainda não perceberam a gravidade do problema. Apesar de 82% das pessoas reconhecerem que o sol provoca malefícios, poucas sabem se defender. E, entre os que lançam mão do filtro solar, mais da metade usa um fator insuficiente para seu tipo de pele e 47% aplicam a loção somente uma vez por dia, o que é pouco.

Apenas 4% da energia emitida pelo sol é luz visível. Entre o restante, está o calor, proveniente dos raios infravermelhos, e os famosos raios ultravioletas, que correspondem a 7% do total. Além de invisíveis, esses raios também não esquentam. Ou seja, ninguém sente suas ondas curtas.

Conforme o comprimento, um raio ultravioleta é classificado como A, B ou C. Para o corpo, há uma diferença maior do que a nomenclatura ou do que as medidas da física.

Quanto mais curta a radiação, mais nociva ela é para o organismo, gerando mutações no DNA. A boa notícia é que a camada de ozônio, que recobre a atmosfera terrestre, barra os curtíssimos UVC e UVB, de forma que 95% dos raios ultravioleta que a gente recebe é UVA, um raio um pouco mais longo e, portanto, um pouco menos maléfico. A má notícia, porém, é que esse enorme filtro de ozônio já tem um rombo sobre a Antártica e existem tristes evidências de que isso poderá afetar a nossa pele.

Por enquanto, no Brasil, os raios UVB, os mais nocivos e que deveriam ser filtrados pelo ozônio, continuam sendo 5% dos ultravioletas que alcançam a Terra. Aqui, estamos falando em quantidade. Na praia, esses 5% de UVB tendem a ser menos intensos, ou seja, mais fracos, que os 5% de UVB das ruas de uma cidade de montanha, pois quanto mais alto, pior. A radiação também se fortalece na primavera e no verão, no famoso horário de pico, entre 10 da manhã e 3 horas da tarde, e conforme a proximidade da linha do Equador.

Quando a pele recebe os raios UVB, começa a produzir melanina, o pigmento marrom que absorve os raios ultravioleta, antes que eles penetrem mais profundamente. Os flocos de melanina espalham-se, dando aquele tom dourado. Mas, se você tomar muito sol, as células produtoras, receosas, exageram.

As células produtoras derramam tanto pigmento que surgem manchas ou passam a se multiplicar com medo de não dar conta do recado: eis o tumor. Isso acontece com o tempo, devido à exposição frequente aos raios. E, claro, como nem todos têm a sorte de viver na praia, o sol do dia-a-dia pesa bastante com sua contribuição.

Quanto mais branca, menos melanina a pessoa possui por natureza. Por isso, a proteção artificial precisa ser maior. Mas não se engane. Mesmo os negros recebem mais sol do que sua pele pode suportar. O jeito é impedir esse bombardeio usando o protetor diariamente.

Os filtros solares contêm partículas que refletem os raios ultravioletas. E não só isso. Eles também podem ter moléculas que absorvem a radiação que é uma imitação perfeita da própria melanina.

Para completar a fórmula dos protetores, são adicionados ingredientes antioxidantes, como a vitamina E, que neutralizam a formação de radicais livres desencadeada pelo sol, a qual também danifica a pele. Apesar disso, nenhum creme oferece 100% de escudo. Por isso, é bom evitar andar de carro ou a pé, ao ar livre, se o relógio marcar meio-dia.

Dicas que fazem a diferença

• O FPS só se refere ao UVB. Veja se o filtro também barra os raios UVA;
• Para o dia-a-dia, lance mão do FPS 15 no mínimo;
• O FPS 30 de um filtro europeu equivale a um FPS15 de um protetor solar brasileiro ou importado dos Estados Unidos;
• Nos dias nublados, 80% dos raios chegam a Terra. Por isso, o protetor continua indispensável;
• O filtro deve ser aplicado meia hora antes de você sair de casa para a película protetora se formar. Reaplique-o a cada duas horas, quando sua ação acabar;
• Espalhe o produto até nas partes que não ficam à mostra. As roupas deixam penetrar 30% da radiação;
• Prefira um hidratante com filtro solar ou passe-o antes do protetor;
• Poupe os olhos usando óculos escuros com proteção UV.

Filtros Solares

Normalmente, a pele de uma pessoa precisa de 15 a 20 minutos de exposição ao sol para que se produza uma perceptiva reação de queimadura. A este tempo, dá-se o nome de Dose Mínima Eritematosa (DME). Os múltiplos da DME são capazes de produzir desde uma dor aguda à formação de bolhas.

Devido a natural variação de sensibilidade entre os diversos tipos de pele, convencionou-se dividi-la em seis tipos básicos:

• Tipo I: nunca se bronzeia, queima-se com facilidade;
• Tipo II: bronzeia-se pouco, queima-se com frequência;
• Tipo III: bronzeia-se gradualmente, queima-se moderadamente;
• Tipo IV: bronzeia-se bem, pouco se queima;
• Tipo V: bronzeia-se fortemente, raramente se queima;
• Tipo VI: profundamente bronzeado, nunca se queima.

A tentativa de relacionar a capacidade de um filtro solar e a quantidade de energia necessária para produzir uma DME, originou uma escala denominada Fator de Proteção Solar (FPS). A grosso modo, o FPS é o fator multiplicativo do tempo de exposição ao UV, em relação à proteção dada por um filtro solar. Esta tabela pode ser resumida da seguinte maneira:

1. FPS de 2 a 4 – mínima proteção à queimadura, permite bronzeado;
2. FPS de 4 a 6 – moderada proteção à queimadura, permite bronzeado;
3. FPS de 6 a 8 – boa proteção à queimadura, limita bronzeado;
4. FPS de 8 a 12 – ótima proteção à queimadura, limita bronzeado;
5. FPS de 12 a 15 – máxima proteção à queimadura, pouco bronzeia;
6. FPS maior de 15 – total proteção à queimadura, nunca bronzeia.

A função do filtro solar não é somente proteger contra queimaduras e permitir um bronzeado. A proteção contra o câncer da pele, devido à ação solar, e o envelhecimento precoce da pele também são finalidades do filtro solar.

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