Micose

As micoses são infecções causadas por fungos que invadem apenas os tecidos mortos da pele ou seus anexos, como a camada mais externa da pele, as unhas e pelos. Aparentemente esses seres parecem inofensivos, mas podem ser extremamente perigosos para pacientes com sistema fragilizado, como os portadores de HIV e as pessoas que utilizam medicamentos agressivos, os quais baixam as defesas do organismo.

Tipos de Micoses

Micose do corpo: causadas por fungos do gênero Trichophyton. As lesões são escamosas, anulares e têm bordas elevadas e crescem perifericamente, com tendência de cura no centro da lesão.

Frieira e pé-de-atleta: bastante comuns, essas lesões são maceradas e as bordas descamativas. É comum a ocorrência de bolhas. As unhas infectadas tornam-se espessadas e deformadas. Há também descamação e espessamento da sola dos pés.

Pelada: acomete exclusivamente as crianças. É contagiosa e pode tornar-se epidêmica. A infecção no couro cabeludo ocorre lentamente e não causa muitos sintomas. Há pouca inflamação e as áreas acometidas têm pontos negros característicos, consequentes da quebra dos cabelos junto à base. Pode haver queda de cabelo.

Micose de praia ou pano branco: apesar do nome, a micose não é adquirida na praia. O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver causando a doença. Aparece na forma de manchas claras, podendo ser castanhas ou avermelhadas.

Tinha cruris: é uma micose que atinge a virilha, causada por fungos do gênero dermatófitos, que crescem sobre a pele ou pelo Candida albicans. A anatomia desta região favorece o crescimento destes microrganismos, devido ao calor e umidade característicos do corpo. A doença se manifesta pela formação de manchas avermelhadas, úmidas ou descamativas, geralmente acompanhada de muita coceira atingindo a região da virilha, mas podendo alastra-se até as nádegas e abdômen. Para evitá-la, deve-se usar roupas leves de algodão, evitando as de lycra ou tecidos sintéticos e roupas molhadas.

Tinha barbae: é um tipo raro de micose em que há o acometimento da área da barba. As infecções que surgem nesta área, em geral, têm origem bacteriana, mas podem ser causadas por fungos, principalmente em trabalhadores rurais.

Micose de unhas

A Micose mais comum é aquela que acomete as unhas das mãos e dos pés, sendo um problema mais comum durante o verão. Um de seus principais sintomas é quando as unhas dos dedos estão se deformando e esfarelando, o que constitui em um sinal de alerta que merece atenção.

A Micose é uma doença tropical e de grande frequência que ataca principalmente no verão. Isso porque nessa época, devido ao uso de piscinas e outros meios aquáticos, as pessoas ficam mais expostas aos fungos. O simples ato de tomar banho e não enxugar devidamente a região que pode ser afetada cria um ambiente úmido, propício ao desenvolvimento da micose de unha.

Nos homens, é mais comum a Micose aparecer nas unhas dos pés. Já nas mulheres são as unhas das mãos que mais sofrem com a doença.

Vale ressaltar que a Micose não é uma doença transmissível de forma direta, mas os fungos que estão em unhas contaminadas podem passar para o ambiente, como para o boxe do banheiro ou vestuários e infectar outras pessoas. Além disso, os mesmos microrganismos da unha podem agredir outras partes do corpo, como os dedos dos pés, causando frieiras ou pé-de-atleta, que é a descamação nesta área.

Prevenção

Existem algumas medidas que ajudam a combater a aparição de Micose e, para começar, ao cortar as unhas, deve-se evitar deixá-la rente à pele, eliminando o risco de qualquer lesão. Quando isso acontece, aumenta-se o perigo de infecções. Também é necessário trocar as meias diariamente, usar um calçado de tamanho adequado para não machucar os pés e, se exercer alguma atividade em que há contato com o solo, usar luvas apropriadas.

Tratamento

Apesar de atualmente existirem medicamentos desenvolvidos especialmente para combater este tipo de micose, o tratamento ainda é demorado. A cura pode levar até seis meses, quando as unhas das mãos são afetadas, ou de seis a 12 meses, quando a doença atinge a região dos pés.

A pessoa que quer se livrar do incômodo deve realmente ter paciência. Em muitos casos, a lesão desaparece e o fungo parece estar eliminado, mas continua ativo nas camadas inferiores da pele. Neste caso, é justamente a persistência o principal fator para a erradicação total desses microrganismos e, consequentemente, para o sucesso do tratamento.

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