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Calvície Feminina

Você sabe o que é a alopecia androgenética feminina?

Ela nada mais é que a famosa queda de cabelo (alopecia) na mulher relacionada a hormônios masculinos (androgenética). É uma afecção mais frequente do que se imagina, visto que para cada três homens calvos, existe uma mulher com problemas de queda de cabelos.

No entanto, na mulher, a calvície ocorre de maneira diferente, pois ela não ganha entradas nem “careca de padre”, ela tem uma queda difusa dos cabelos. Por isso, muitas vezes o problema é disfarçado com penteados e riscas diferentes.

Cada fio do couro cabeludo geralmente cresce continuamente durante dois a quatro anos, interrompe o crescimento por dois a quatro meses e, a seguir, cai. Em seu lugar, um novo fio sadio começa a crescer e o ciclo se repete. Os fios estão sempre em fases diferentes no decorrer deste ciclo, portanto, é normal perder fios de cabelos todos os dias. Porém, a alopecia androgenética faz com que o cabelo cresça e a seguir entre em uma fase de repouso, mas logo depois cai.

Em média, há aproximadamente cem mil folículos pilosos no couro cabeludo. Em uma determinada época, 90-95% dos fios contidos nestes folículos podem estar em fase de crescimento. É normal que ocorra queda de até 100 fios por dia. Na maioria das vezes, a queda tem fundo genético ou hormonal.

A alopecia

A diidrotestosterona se liga a um receptor específico no folículo pilo-sebáceo, provocando um processo de afinamento e queda nos cabelos. Isto pode ocorrer por um aumento na sensibilidade ao hormônio (origem hereditária) ou na concentração do hormônio (causa hormonal, secundária a cistos ou tumores no ovário).

Quando uma mulher jovem tem queda de cabelo de origem hereditária, normalmente sua mãe ou seu pai também sofrem do problema. Ainda não foram identificados os genes que determinam a alopecia androgenética feminina.

É muito importante diferenciar a alopecia androgenética de outras causas transitórias de queda de cabelo, que podem resultar de estresse, anemia, problemas de tireóide ou medicamentos (eflúvios). Ela é diferente também da alopecia areata, doença que deixou a princesa Stephanie de Mônico careca. Trata-se de uma doença autoimune, na qual o sistema imunológico da própria pessoa ataca seu organismo, destruindo o folículo piloso e causando a queda dos cabelos.

Tratamento

Por isso, as mulheres devem procurar um dermatologista quando notarem cabelos no travesseiro ou na blusa, por exemplo. As mulheres sabem quantos cabelos perdem em média, se notarem aumento anormal, devem procurar ajuda.

A avaliação inicial da queda de cabelo na mulher deve incluir a pesquisa de alterações hormonais, dosagens de ferro e ferritina – para afastar anemia ferropriva – além de identificar fatores de estresse ou medicamentos que possam estar associados ao quadro.

O diagnóstico geralmente é feito após exame clínico, sendo às vezes necessária a retirada de um pequeno fragmento de pele do couro cabeludo (biópsia) para a confirmação do diagnóstico. Nestes casos, a biópsia mostra a proporção entre penugens e fios saudáveis. Se houver mais penugem do que cabelo, trata-se de alopecia androgenética.

As medicações tópicas disponíveis são minoxidil e o 17-alfa-estradiol. O primeiro aumenta a quantidade de cabelo e o segundo diminui a ação da deidroepiandrosterona no folículo piloso. Além disso, anti-andrógenos e complexos vitamínicos são administrados para neutralizar os hormônios masculinos.

A finasterida, medicação utilizada na alopecia androgenética masculina, pode, às vezes, ser utilizada em mulheres, mas apenas em casos muito específicos e após avaliação criteriosa do dermatologista.

Se a alopecia androgenética for detectada no início, o tratamento pode diminuir a queda dos cabelos. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o resultado. Desta forma, quando o cabelo já se transformou em penugem, não há o que se fazer.

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