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Bronzeamento artificial: verdades e mentiras

O bronzeamento artificial vem ganhando enorme popularidade, mesmo em cidades ensolaradas como o Rio de Janeiro, devido aos fatores socioculturais e aos múltiplos interesses econômicos, contando ainda, com um forte suporte da mídia.

Dessa forma, a promoção da utilização das camas de bronzeamento artificial é feita sob a alegação de que a radiação ultravioleta A é mais segura quando comparada à radiação ultravioleta B. Ainda se houve falar que o bronzeamento assim adquirido não só é mais atraente, como mais saudável.

Lamentavelmente, todas essas afirmativas são meias verdades e utilizadas com finalidades diversas, sem levar em consideração os já estabelecidos riscos que o uso de qualquer radiação oferece ao organismo humano.

Assim, com o objetivo de esclarecer nossos pacientes e internautas, a Clínica ORM, dedicada à fotofobia, apresenta algumas informações científicas que devem nortear um aconselhamento seguro.

Informações

1. Tanto a radiação UVA como UVB produzem efeitos adversos, quer a curto ou longo prazo. Portanto, não devem ser utilizadas para fins cosméticos;

2. É falsa a afirmação de que as lâmpadas só emitem UVA. Estas lâmpadas emitem 0,5% a 2% de UVB;

3. Os equipamentos para bronzeamento artificial não dispõem de radiômetros para avaliação da irradiação usada. Assim, nunca se saberá se ultrapassam os limites toleráveis;

4. Em geral, os operadores ou “vendedores” do bronzeamento não têm o menor conhecimento dos efeitos da radiação ultravioleta e de seus riscos;

5. Em face da falta de conhecimento técnico por parte dos prestadores de serviço, dificilmente os consumidores são informados da necessidade de proteção ocular, ou mesmo, indagados a respeito de serem ou não portadores de doenças de fotossensibilidade, como lúpus, câncer da pele ou de usarem medicamentos.

Considerações

As considerações sobre bronzeamento artificial apontadas acima permitem entender os riscos aos quais estão expostas as pessoas que decidem submeter-se a esta prática.

Dessa maneira, as organizações médicas ou mesmo os órgãos governamentais podem e devem controlar toda e qualquer prática que diga respeito ao estado de saúde da população, estabelecendo normas reguladoras que venham minimizar os riscos aqui indicados.

Por outro lado, como a realização da prática do bronzeamento artificial depende da existência de lâmpadas apropriadas – e essas são exclusivamente produzidas por três ou quatro indústrias multinacionais – um acordo com esse segmento talvez fosse uma maneira prática e segura de resolver os questionamentos apontados neste texto.

Leia sobre a Lei Marta Suplicy que regula a exposição de informações sobre bronzeamento artificial.

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